Lá, ficamos trabalhando alguns anos até que no princípio de 1981, Baixinha ficou grávida e precisou suspender seu trabalho incorporando Seu Tupinambá. Diante dessa situação, ela nos encaminhou para sua escola, a Tenda Espírita Mirim, onde tivemos um grande aprendizado no caminho espiritual.

Após o nascimento do Nilo Maia, passado seu resguardo, Baixinha voltou à mata e as giras continuaram.
Nessa ocasião, Baixinha veio a conhecer médicos e psicólogos que praticavam a psicoterapia corporal Análise Bioenergética. Esses profissionais passaram a freqüentar suas giras e a se consultar com ela.

Os fundamentos que compõem esta psicoterapia são a compreensão da unicidade do corpo e da mente, da localização das emoções no corpo e da importância de sua expressão no caminho da integração da pessoa, associada à fundamental consciência desses processos no próprio corpo. E isso tem toda ressonância com o conhecimento umbandista da natureza humana e Baixinha, visionariamente, percebeu isso.

Em meados da década de 80, pessoas ligadas à doutrina do Santo Daime começaram a se aproximar da gira em busca de desenvolvimento mediúnico.

Baixinha as acolheu e a aproximação se aprofundou. Seu Tupinambá em uma gira nos disse que ele era das terras do Daime, na Amazônia.

Nessa época, Baixinha tomou o Santo Daime no Ponto Rainha do Mar conduzido por Vera Fróes, amiga de adolescência do Marcelo e pioneira no estudo acadêmico do chá e de sua doutrina e uma das primeiras filiadas formalmente, de fora da Amazônia, à Igreja do Santo Daime, no estado do Acre.