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Sua aproximação com a Bioenergética
nunca mais cessou. Após a partida de José Rosa, Baixinha iniciou
um novo trabalho com Benjamim Mandelbaum, também médico psiquiatra
e um dos fundadores da Sociedade de Análise Bioenergética
do Rio de Janeiro – SABERJ. Os dois trabalhavam em grupo, com os pacientes
do Benjamim.
Em 1998, Baixinha fez sua primeira viagem internacional, indo visitar a
Holanda, a convite de seu amigo Hans Bogers, que lá dirigia uma Igreja
de Daime. Foi uma visita muito intensa, com várias sessões
de Daime e Giras de Umbanda e com a participação de multidões.
Ela também aproveitou a viagem para, junto com Marcelo, conhecer
Londres.
Em 1990, eu e Martina Willach Galliez, minha mulher, decidimos deixar o
Rio de Janeiro com o projeto de termos uma vida no campo, com nossos filhos
menores. Com a benção do Caboclo Tupinambá, compramos
uma antiga fazenda em Barra Alegre, não muito distante da casa da
Baixinha, em Lumiar.
Foram anos de muita luta para nos estabelecermos na região. Restauramos
a sede para nossa moradia e iniciamos a construção do Espaço
de Convivência Morgenlicht, voltado para a hospedagem de grupos e
seus trabalhos.
Baixinha é uma das madrinhas do Morgenlicht e sua construção
foi acompanhada pelo Caboclo Tupinambá. Podemos dizer, agradecidos,
que em 2 anos e 2 meses, não houve um único acidente na obra
e os relacionamentos entre todos transcorreram em relativa paz. Essa proximidade
física nos reaproximou e juntos começamos a ter idéias
e projetos.
No ano de 2000, aos 64 anos de idade, Baixinha sofreu um gravíssimo
acidente vascular cerebral hemorrágico devido a ruptura de um aneurisma
na artéria comunicante do cérebro. Baixinha foi internada
em Nova Friburgo e ficou cerca de duas semanas em coma, na UTI do Hospital
São Lucas. |
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